Ministerio Sin Fronteras

“No debiera arrancarse a la gente de su tierra o país, no a la fuerza. La gente queda dolorida, la tierra queda dolorida. Nacemos y nos cortan el cordón umbilical. Nos destierran y nadie nos corta la memoria, la lengua, las calores (…)”

Juan Gelman

CASA. 2026

Sobre o Coletivo

MSF é uma Plataforma de Criação multicultural com mais de sete anos de trajetória. Especializado em projetos artísticos e educativos interdisciplinares que abordam temas sociais relevantes como a migração e identidade.

O projeto Ministério Sin Fronteras foi idealizado por artistas latino-americanos que se conheceram no Brasil: Abel García, diretor de teatro e ator venezuelano. Marian Del Castillo, artista circense e diretora de arte, nasceu no Panamá. María Brightenti, artista circense e diretora de teatro argentina.

A companhia já realizou produções no Brasil e na Argentina, promovendo inclusão, reflexão e diversidade.

Performances

Elaboramos nossas criações a partir de testemunhos, arquivos, registros e experiências vivas, que se ressignificam em cena através da experimentação com diferentes linguagens: corpo, som, imagem, objeto e tecnologia. Nos interessa a hibridez (fusão), o encontro entre o documental e o poético, entre o íntimo e o coletivo.

Para nós, a arte ocupa um lugar fundamental na transformação, redefinição e reimaginação do fenômeno global da migração. Falamos aqui em compartilhar experiências e culturas como forma de promover a empatia entre os seres humanos. O desconhecido pode ser assustador e o desejo de proteção cria retraimento. Desta forma, dar a conhecer tantas histórias de migração, aproximar estas experiências do público, significa também trabalhar pelo respeito e pela justiça social.

(…) Tenemos que aprender a vivir como el clavel del aire, propiamente del aire. Soy una planta monstruosa. Mis raíces están a miles de kilómetros de mí y no nos ata un tallo, nos separan dos mares y un océano. El sol me mira cuando ellas respiran en la noche, duelen de noche bajo el sol.”

Juan Gelman

Casa

São Paulo/ Buenos Aires 2026

Duração: 55 min

Projeto contemplado pela Lei Rounet (Brasil) e Impulso Cultural de Mecenazgo (Argentina)

CASA acontece em um aeroporto, durante uma conexão que parece não ter fim. Nesse limbo entre voos e fronteiras, um homem enfrenta procedimentos burocráticos absurdos, controles que se repetem sem sentido. No meio dessa situaçao, ele recebe uma desestabilizadora, que se soma à noticia sobre a eminente demoliçao de seu bairro. Uma viagem que obriga o personagem a revisitar a sua própia história.

Entre essas horas suspensas, começam a surgir figuras que brotam de sua memória: familiares, vizinhos, relatos da infância, fragmentos das casas que habitou, das que perdeu e das que defendeu. O aeroporto, espaço de trânsito, espera e desenraizamento, transforma-se em uma geografia emocional onde passado e presente se sobrepõem.

CASA é a viagem de um buscador que, preso entre despedidas e decisões impossíveis, tenta compreender o que resta de si quando já não resta um lar. Por meio do teatro, da música ao vivo e de um dispositivo cenográfico que se desdobra como um livro em movimento, a obra investiga a migração como experiência íntima, política e poética.

Mala

São Paulo/ Buenos Aires 2023

Em uma instalação cênica, um professor dentro de sua sala de aula narra situações que os migrantes enfrentam ao abandonar sua terra natal. Através de diferentes recursos sonoros, plásticos e da interação com o público, são visibilizadas as dificuldades e os momentos de refúgio durante o processo migratório.
Dessa forma, buscamos destacar e refletir sobre a ressignificação da identidade, a solidão, a burocracia, a xenofobia e a angústia causada pela impossibilidade, às vezes, de retornar ao próprio país.

DEPOIS QUE CHEGOU

São Paulo 2022

Na história, uma pessoa, depois de partir da sua terra natal, vivencia, em uma instalação performática, situações que os imigrantes enfrentam ao se estabelecerem em um novo lugar. Com recursos sonoros, plásticos e a interação com o público, a narrativa revela as dificuldades e os momentos de refúgio ao longo do processo migratório. A ressignificação da identidade, a solidão, a burocracia, a xenofobia e a impossibilidade de retornar ao próprio país são temas centrais da experiência

Workshops

No Ministério Sem Fronteiras, concebemos o processo educativo na Plástica Cênica como um espaço de exploração, troca e construção coletiva. Nosso enfoque se baseia no cruzamento de disciplinas, na experimentação com materiais e na interação entre corpo, som, imagem e objeto. Não buscamos respostas únicas, mas caminhos que levem a novas formas de criação.
Partimos da experiência vivencial de cada participante, reconhecendo que a diversidade de trajetórias enriquece o processo. Nesse sentido, a educação não é apenas um meio para adquirir técnicas, mas um dispositivo que potencializa o pensamento crítico, a sensibilidade e a capacidade de transformação do ambiente por meio da arte.

Eixos fundamentais do nosso enfoque educativo

🔹 Hibridização( fusão) de linguagens → Promovemos a fusão entre o visual, o performático e o sonoro, não trabalhamos com compartimentos isolados.

🔹 Criação a partir da migração e do território → Entendemos a Plástica Cênica como um campo de deslocamento e reconstrução, onde as narrativas migrantes e os espaços habitáveis dialogam constantemente com a identidade e a memória.

🔹 Processos abertos e colaborativos → O conhecimento se constrói em rede. Propomos dinâmicas de aprendizado horizontal, onde o ensino é uma via de mão dupla entre docentes e participantes.

🔹 Corpo e espaço como motores da cena → A cenografia não é apenas um pano de fundo, mas um espaço vivo que respira e dialoga com o corpo e a ação dramática. Exploramos a cenografia habitável como um gatilho criativo.

🔹 Do experimento à encenação → Cada workshop culmina em uma instalação performática que sintetiza o processo vivido, com a possibilidade de ser registrada em vídeo arte.

Mais do que ensinar, buscamos desafiar as formas de fazer e pensar a arte cênica. Apostamos na pedagogia como um campo em constante transformação, onde o erro, a experimentação e a intuição são tão valiosos quanto a técnica.

A plástica Cênica I (2022)

Neste workshop realizado na SP Escola de Teatro, trabalhamos a partir do intercâmbio que é gerado entre os participantes, do cruzamento de diferentes disciplinas e das narrativas apresentadas, especialmente aquelas relacionadas à migração. Pensamos no trabalho artístico como uma maquinaria com diferentes engrenagens que interagem entre si, a partir de uma experiência que resultará numa pequena encenação ao final da Oficina feita pelos próprios participantes.

A Plástica Cênica II (2023)

Através do intercâmbio entre participantes e a partir do cruzamento de diferentes disciplinas e das narrativas apresentadas, sobretudo aquelas relacionadas com a migração, pensamos este workshop como uma maquinaria com diferentes engrenagens que interagem, propomos uma experimentação que resultará numa encenação no fim e com a possibilidade de participar da instalação performática junto aos orientadores. Realizado no espaço Planta Inclan, Buenos Aires, Argentina e na SP Escola de Teatro, São Paulo.

A Plástica Cênica III (2024)

Na oficina A Plástica Cênica: a cenografia que habito, feito no espaço Circo Lunar, Mauá SP, o elemento escolhido como gatilho foi a cenografia, a partir da noção do espacio performativo que pode e deve modificar os elementos e corpas que habitam nesse espaço e que são permeados por ela. Tudo isso atravessado pelo intercâmbio que é gerado entre os participantes, do cruzamento de diferentes disciplinas e das narrativas apresentadas, especialmente aquelas relacionadas à migração. 


Audiovisuales

O audiovisual é, para o Ministério Sin Fronteiras, um espaço de registro, memória e escuta. Ainda que nossa produção nessa linguagem seja pontual, ela nasce da mesma urgência que move todas as nossas ações: tornar visíveis histórias, afetos e experiências que atravessam corpos em deslocamento.

Os materiais audiovisuais que apresentamos aqui não pretendem dar conta de uma totalidade, mas funcionar como fragmentos de processos, encontros e atravessamentos vividos ao longo do nosso caminho. São registros que dialogam com o teatro, com o testemunho e com a vivência coletiva, entendendo a imagem e o som como ferramentas de cuidado, expressão e resistência.

Este é um campo que seguimos desenvolvendo, como quem constrói aos poucos um arquivo vivo — aberto, em movimento e atento às vozes que nos atravessam.

MALA

CORTOMETRAJE. SÃO PAULO 2024.

Mala São Paulo reflete sobre o peso simbólico e afetivo que o migrante carrega consigo ao atravessar fronteiras. Mais do que um objeto, a mala torna-se memória em deslocamento: aquilo que permanece no corpo e acompanha o sujeito no novo território, moldando sua relação com o presente e com o lugar que passa a habitar. Idea y realización: Abel Garcia, Alicia Arteaga, Marian del Castillo y Maria Brighenti Actuación: Abel García Sonoplastia: Brian Lima, Juli Papi e Joao Pedro Feijo Videografia: Chico Toledo e Gabriel Bursztyn Producción: Sara Peper y Sandra de Vicenzi

No tengo país, tengo gente

BUENOS AIRES 2025

Una idea de:
Abel García (VNZL) · Angélica Montilla (VNZL)
Marian del Castillo (PAN) · María Brighenti (ARG)
Entrevistador: Abel García
Entrevistades: Victor Valerio · Manu Mireles · Dheivy Acevedo
Realización y edición: Cecilia Sparks
Voz en off: Abel García
Dirección: María Brighenti
Asistencia de producción: Andrea Alcalde

Cortometraje reconocido en el festival “Maleta Abierta” de IBER-RUTAS 2025

No tengo país, tengo gente es un retrato coral sobre la migración, el desarraigo y la reconstrucción
de la identidad en cuerpos que se desplazan. A partir de entrevistas, poesía, memoria corporal y
archivo íntimo, el documental sigue las voces de personas trans, artistas y activistas migrantes que
habitan Buenos Aires, lejos de su tierra natal. ¿Qué queda cuando todo lo que te daba seguridad se
desvanece? ¿Qué forma toma el hogar cuando el cuerpo se vuelve territorio? Entre el “tudo bom” y
la “saudade”, este ensayo documental explora la pertenencia más allá de la geografía, donde la
memoria y la comunidad sostienen lo que se ha perdido. Con sensibilidad poética y política, No
tengo país, tengo gente transforma la herida migrante en una búsqueda de pertenencia más allá del
territorio.

Incentivos e premios

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