Ministerio Sin Fronteras
“No debiera arrancarse a la gente de su tierra o país, no a la fuerza. La gente queda dolorida, la tierra queda dolorida. Nacemos y nos cortan el cordón umbilical. Nos destierran y nadie nos corta la memoria, la lengua, las calores (…)”
Juan Gelman

Sobre o Coletivo
MSF é uma Plataforma de Criação multicultural com mais de sete anos de trajetória. Especializado em projetos artísticos e educativos interdisciplinares que abordam temas sociais relevantes como a migração e identidade.
O projeto Ministério Sin Fronteras foi idealizado por artistas latino-americanos que se conheceram no Brasil: Abel García, diretor de teatro e ator venezuelano. Marian Del Castillo, artista circense e diretora de arte, nasceu no Panamá. María Brightenti, artista circense e diretora de teatro argentina.
A companhia já realizou produções no Brasil e na Argentina, promovendo inclusão, reflexão e diversidade.
Performances
Elaboramos nossas criações a partir de testemunhos, arquivos, registros e experiências vivas, que se ressignificam em cena através da experimentação com diferentes linguagens: corpo, som, imagem, objeto e tecnologia. Nos interessa a hibridez (fusão), o encontro entre o documental e o poético, entre o íntimo e o coletivo.
Para nós, a arte ocupa um lugar fundamental na transformação, redefinição e reimaginação do fenômeno global da migração. Falamos aqui em compartilhar experiências e culturas como forma de promover a empatia entre os seres humanos. O desconhecido pode ser assustador e o desejo de proteção cria retraimento. Desta forma, dar a conhecer tantas histórias de migração, aproximar estas experiências do público, significa também trabalhar pelo respeito e pela justiça social.
“(…) Tenemos que aprender a vivir como el clavel del aire, propiamente del aire. Soy una planta monstruosa. Mis raíces están a miles de kilómetros de mí y no nos ata un tallo, nos separan dos mares y un océano. El sol me mira cuando ellas respiran en la noche, duelen de noche bajo el sol.”
Juan Gelman
Casa

Uma mulher é submetida a trabalho escravo, uma pessoa trans luta contra a burocracia do exílio em sua expatriação, uma mulher refugiada com seus filhos, uma idosa de ascendência africana em uma sociedade xenófoba. Essas são as histórias que compõem esse mapa sem fronteiras. Esse “jogo de tabuleiro” retrata as dificuldades e os momentos de refúgio que essas pessoas vivenciam ao longo de suas vidas em seu processo migratório.
Histórias reais que narram questões como o trabalho abusivo, a perda e a redefinição da identidade, a burocracia, a xenofobia, a violência de gênero e até mesmo a impossibilidade de “voltar ao seu próprio país”.
Mala
São Paulo/ Buenos Aires 2023
Em uma instalação cênica, um professor dentro de sua sala de aula narra situações que os migrantes enfrentam ao abandonar sua terra natal. Através de diferentes recursos sonoros, plásticos e da interação com o público, são visibilizadas as dificuldades e os momentos de refúgio durante o processo migratório.
Dessa forma, buscamos destacar e refletir sobre a ressignificação da identidade, a solidão, a burocracia, a xenofobia e a angústia causada pela impossibilidade, às vezes, de retornar ao próprio país.
DEPOIS QUE CHEGOU
São Paulo 2022

Na história, uma pessoa, depois de partir da sua terra natal, vivencia, em uma instalação performática, situações que os imigrantes enfrentam ao se estabelecerem em um novo lugar. Com recursos sonoros, plásticos e a interação com o público, a narrativa revela as dificuldades e os momentos de refúgio ao longo do processo migratório. A ressignificação da identidade, a solidão, a burocracia, a xenofobia e a impossibilidade de retornar ao próprio país são temas centrais da experiência
Workshops
No Ministério Sem Fronteiras, concebemos o processo educativo na Plástica Cênica como um espaço de exploração, troca e construção coletiva. Nosso enfoque se baseia no cruzamento de disciplinas, na experimentação com materiais e na interação entre corpo, som, imagem e objeto. Não buscamos respostas únicas, mas caminhos que levem a novas formas de criação.
Partimos da experiência vivencial de cada participante, reconhecendo que a diversidade de trajetórias enriquece o processo. Nesse sentido, a educação não é apenas um meio para adquirir técnicas, mas um dispositivo que potencializa o pensamento crítico, a sensibilidade e a capacidade de transformação do ambiente por meio da arte.
Eixos fundamentais do nosso enfoque educativo
🔹 Hibridização( fusão) de linguagens → Não trabalhamos com compartimentos isolados, mas promovemos a fusão entre o visual, o performático e o sonoro.
🔹 Criação a partir da migração e do território → Entendemos a Plástica Cênica como um campo de deslocamento e reconstrução, onde as narrativas migrantes e os espaços habitáveis dialogam constantemente com a identidade e a memória.
🔹 Processos abertos e colaborativos → O conhecimento se constrói em rede. Propomos dinâmicas de aprendizado horizontal, onde o ensino é uma via de mão dupla entre docentes e participantes.
🔹 Corpo e espaço como motores da cena → A cenografia não é apenas um pano de fundo, mas um espaço vivo que respira e dialoga com o corpo e a ação dramática. Exploramos a cenografia habitável como um gatilho criativo.
🔹 Do experimento à encenação → Cada workshop culmina em uma instalação performática que sintetiza o processo vivido, com a possibilidade de ser registrada em vídeo arte.
Mais do que ensinar, buscamos desafiar as formas de fazer e pensar a arte cênica. Apostamos na pedagogia como um campo em constante transformação, onde o erro, a experimentação e a intuição são tão valiosos quanto a técnica.
A plástica Cênica I (2022)
Neste workshop realizado na SP Escola de Teatro, trabalhamos a partir do intercâmbio que é gerado entre os participantes, do cruzamento de diferentes disciplinas e das narrativas apresentadas, especialmente aquelas relacionadas à migração. Pensamos no trabalho artístico como uma maquinaria com diferentes engrenagens que interagem entre si, a partir de uma experiência que resultará numa pequena encenação ao final da Oficina feita pelos próprios participantes.
A Plástica Cênica II (2023)
Através do intercâmbio entre participantes e a partir do cruzamento de diferentes disciplinas e das narrativas apresentadas, sobretudo aquelas relacionadas com a migração, pensamos este workshop como uma maquinaria com diferentes engrenagens que interagem, propomos uma experimentação que resultará numa encenação no fim e com a possibilidade de participar da instalação performática junto aos orientadores. Realizado no espaço Planta Inclan, Buenos Aires, Argentina.
A Plástica Cênica III (2024)
Na oficina A Plástica Cênica: a cenografia que habito, feito no espaço Circo Lunar, Mauá SP, o elemento escolhido como gatilho foi a cenografia, a partir da noção do espacio performativo que pode e deve modificar os elementos e corpas que habitam nesse espaço e que são permeados por ela. Tudo isso atravessado pelo intercâmbio que é gerado entre os participantes, do cruzamento de diferentes disciplinas e das narrativas apresentadas, especialmente aquelas relacionadas à migração.
Incentivos/ premios















